terça-feira, 12 de julho de 2011
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
De regresso
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Descansar nas pausas
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Os papéis sociais e a forma como os desempenhamos
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
A minha boa acção do ano
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Não sei se fiz já o que era preciso para receber a prenda de Natal.
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Não reencaminhei mails divulgando crianças desaparecidas, ou somando para as que sofrem de doença terminal, ou para mostrar o quanto gosto dos meus amigos. Ouvi dizer que não fazer seguir a pirâmide não era, forçosamente, uma boa acção.
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Não dei em peditório, só para aquela associação de cegos em que a miúda me pediu tempo e só cobrou no final, quando eu já não podia dizer que não. também parece que assim não vale ou, se valer, o facto de eu dizer cegos estraga tudo. Deveria ter dito invisuais (embora me soe a gente sem olhos mais do que a cegos. Enfim.), mas sou doutro tempo ...
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Não fui (nada) simpático com os vendedores por telefone. Tratei-os mal, sem consideração pela nobre profissão que desempenham. Mas também aqui parece que pode ser errado tratar mal quem nos incomoda sistematicamente.
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Acredito mais depressa no Pai Natal que nas promessas dos eleitos. Também aqui parece que não fiz grande coisa!
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Bom, por força desta minha indecisão quanto ao que (não) fiz, vou tratar mal uma tradição que é parva. Não por ser tradição, mas por ser parva. Embora o vídeo não seja uma coisa do outro mundo, serve. Não sendo um fundamentalista, acho que esta tradição deve perder-se nos confins da memória ... escrita.
E tenham um santo e indolor Natal. São desejos sinceros, para garantia da prenda.
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Coisas do tempo ps, perdão, presente
domingo, 7 de dezembro de 2008
Ele há dias ...
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
O meu rio é Douro
domingo, 30 de novembro de 2008
Para quem ama o desporto .. e a ginástica em particular
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Para começar, o tal Wilt. Diz-se que concretizava 199 em 200 lançamentos, nos treinos, porque não gostava de fazer "200 por cento". Era um poste excepcional, que vi, em miúdo, em filme projectado em tela, no clube onde joguei (F. C. de Gaia). No final da sua carreira fez um contrato milionário para jogar ... 5 minutos em cada uma das duas partes que o jogo, então, tinha. Mesmo jogando só este "tempinho", fazia toda a diferença:
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Mas esta Olga, meu Deus, que espanto! Apetece dizer, boa e velha CCCP (ou URSS, como quiserem)!
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Claro que Elvis Costello dá uma boa ajuda, com "She", não?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Mais Haicais
Depois de um primeiro assomo, sem transpiração, eis outro, mais trabalhado.
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Todas as noites do ano
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Na longa madrugada,
resta no leito uma confortável quentura.
É a da soma dos corpos.
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Ralos trauteiam canções
que nos embalam no sono dos sonhos,
até o silêncio acordar.
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Leve lençol nos afaga.
O toque mais afasta que demanda
a companhia prezada.
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As castanhas desassossegam
as vontades adormecidas, repousadas, serenas.
Assim Eros se alimenta.
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sábado, 22 de novembro de 2008
Aprendizagens aceleradas
Exposição
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Como uma instalação,
exposição é o que não era.
No natal, expões-te?
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Tempo frio
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De dia, sob o sol, aqueço.
Mas a noite chega depressa, fria, e
A minha, agora, mora em casa.
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Ter e não ter
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O rio cresce, com a chuva,
como o meu prazer com a tua companhia.
Quando não, secam.
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Poema dedicado
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Escrevo um poema numa tela
Como se sentisse as cores e a textura.
É para ti que o faço.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Ah, sabe bem ...
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Que querem, uma vez por outra dá-me esta coisinha ...
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Canta só um pouco melhor que eu, mas cada vez aprecio mais.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Que saudades, Xico ...
Agora é Pako, na altura era o Xico, e foi um Aluno meu. Não sendo brilhante, concluiu o Secundário com alguma facilidade, não deixando de ser manguela em dose considerável.
Tinha um talento inato para uma actividade que abraçou como a sua área de trabalho. A dança, que irradiava por onde passava, vivia em cada poro da sua pele.
Agora, também organiza eventos de solidariedade. Muito bem, Xico!
domingo, 16 de novembro de 2008
Andy Warhol
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Eça
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sábado, 8 de novembro de 2008
Evitemos o exagero
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008
A obra desvendada
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Na tela branca, um traço, um fio, moldou
um retrato do que sinto, amo e sou.
O lugar, quente e privado, flutua no cordame.
Reflexos de luzes, no espelho líquido ondulado,
dobram a quietude, em grande cumplicidade.
Tabuleiro, arco, pilar. Colina que se esconde
nas sombras da hora tardia. É aí, no cais onde
tudo aconteceu. Feliz, pintei. Eis a verdade!
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O despertar da perda
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Vem a noite, sorrateira, vem cansada.
Vem a noiva, um polícia, um gato negro,
cada um por sua vez, como num quadro
desenhado por mão leve e repousada.
Nuvens deslizam, desmaiadas e barrentas
na luz cálida, sensatamente calada
que se move como as vidas, curtas, lentas,
numa curva da avenida larga e fechada.
As paredes, descoradas, são tristezas
que aí estão, sem apelo. Já as mesas,
que pontilham as praças deslumbrantes,
São esgares de pontadas lancinantes.
No negro colorido do sofrido querer
que a alma arrasta neste mundo de perder,
todos se sentem assim, quase a morrer.
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sábado, 1 de novembro de 2008
Outro, que trago. Seleccionado, neste tempo.
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Numa onda de emoções naufraguei, sentida,
Na estonteante e certeira chicotada. M’enlevo,
Quebrada. Quero muito, aspiro tanto, dividida.
Oh sereno, seguro, suportável porto. Devo?
Tu, se conheces as virtudes certas, sussurra
Uma resposta, uma certeza. Sopra, murmura.
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Nada se compara, se afirma. Nada se diz, falando.
Dividida, és razão que comanda o coração, talvez.
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sábado, 25 de outubro de 2008
O primeiro doutros que trarei
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A liberdade do sonho
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Serena idade, que me descansas a alma, de perdição,
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Como se a vida repousasse por momentos; a mágoa
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da vontade reprimida, em leves penas descola e voa.
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Nada me enleva, me toca, me sustenta a noite aberta
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à imagem que povoa o pensamento da mulher certa.
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Mulher que em mim habita, sem rodeios, o coração.
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Quero estar, sem cá ficar. Poder ser, sem tal querer.
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Partir do mundo, sem sair, com posses plenas e vazias.
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Viver o todo, pela parte do pedaço que é apenas um.
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Assim sorvendo o fumado amor carnudo, copo de rum
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Na cana proibida das horas esquecidas, negras e frias.
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Aí, nessa praça que é só minha, podes ficar, amar e ser.
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